• Henrique Chiapini

Vivas, hip-hip-hurras e FELIZ ANIVERSÁRIO para o REI PELÉ

Pelé, o nosso Rei do Futebol, principal nome de todos os tempos do esporte mais popular do Planeta, completou oitenta anos nesta sexta-feira (23/10/2020). Nascido na cidade mineira de Três Corações, com o dom, a arte de jogar futebol, se transformou numa das personalidades mais importantes da história humana.





Imaginem um jogo de futebol. Partida disputada no campo do adversário. O melhor jogador de futebol do Mundo é expulso, ainda no primeiro tempo. Por incrível que pareça, a torcida local, começa um quebra-quebra no estádio, exigindo que o jogador expulso volte ao campo e o Juiz seja substituído. Imaginou?


Pois em 1968, o Santos foi jogar contra a Seleção da Colômbia, em Bogotá (Capital deste país) e Pelé foi expulso. O tumulto foi tanto, que tiveram que "expulsar" o árbitro e trazer Pelé de volta ao jogo, que brindou a torcida local, fazendo um gol pelo time da Vila Belmiro, contra a seleção colombiana. Foi aplaudido de pé por cem por cento do estádio.



E isto não é nada. Em 1969, a Nigéria estava numa sangrenta guerra civil, que só terminaria em 1975 (se não me engano). Então o Santos de Pelé & Cia., foi fazer um amistoso na Capital do país Africano; e houve um cessar fogo entre as partes, que durou um dia, quando todos foram (juntos) ao estádio, ver o REI jogar. Deslumbrar-se com seu talento.


Nos Estados Unidos, algumas coisas muito interessantes ocorreram com Pelé. No início dos anos 80, o Gallup fez uma pesquisa em escala global, para descobrir a marca mais famosa. Pelé ficou em primeiro lugar. A Coca-Cola em segundo.



Nos anos 90 (décadas depois dele ter parado de jogar), a revista Sports Illustrated, uma das mais importantes publicações especializadas em esportes daquele país, fez uma pesquisa, para descobrir o esportista mais reconhecido pelo público norte-americano. Em primeiro lugar, ficou Michael Jordan (que estava no auge da carreira no time de basquete do Chicago Bulls). Pelé ficou em segundo lugar.


De Gerald Ford até Bill Clinton, todos os Presidentes Americanos fizeram pedidos especiais, para conhecer Pelé. Quando Pelé era Ministro dos Esportes, no Governo Fernando Henrique, o ex-presidente da República foi jantar no Palácio de Buckingham, com a Rainha da Inglaterra, Elisabeth I.



No dia seguinte, as fotos nas primeiras páginas de todos os jornais britânicos faziam alusão ao jantar entre as majestades: a Rainha Elisabeth e o Rei Pelé. (Fernando Henrique ficou relegado ao segundo plano).











Mesmo com tudo isto (e sei muito mais coisas formidáveis sobre o Rei Pelé), quase sempre ele é citado pelas falas que alguns julgam erradas e por erros que (de fato) cometeu, como o caso de não ter reconhecido uma filha. Isto é lamentável. Mas esquecer de tudo de bom que ele fez, pelo fato de ter errado, é colocar para nós mesmos, um parâmetro de julgamento muito elevado. Não concorda?


Não vou falar de ninguém. Vou falar de mim. Enquanto minha mãe viveu, eu sempre fui amigo e companheiro dela. Ela foi a mulher mais fabulosa que conheci. O grande exemplo de ser humano que busco seguir. NO ENTANTO, diversas vezes, durante os 52 anos que vivi com ela (que faleceu em 2018) houve momentos em que discutimos. Que falei palavras que ela não merecia ouvir.


Porém, não me considero um filho ruim por isto. Apenas sou humano e errei (diversas vezes). E minha querida e amada mãe, também esteve errada em algumas situações. A vida de verdade – fora dos contos de fadas - é assim: TODOS TÊM BONS E MAUS MOMENTOS. O importante é que minha mãe Irenice, foi (repito) o melhor ser humano que conheci. E quantas existência eu tiver, escolheria sempre ser seu filho.



Da mesma forma, Pelé falou bobagens, fez coisas que não deveria ter feito. Mas quando pensamos sobre seus oitenta anos de história, isto só prova que mesmo os Reis são falíveis. Entretanto, não perdem a majestade.





Texto: Ronald Thompson

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